Resumo da semana

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Devo dizer primeiramente que essa foi uma semana bem corrida, por isso meu desaparecimento e consequentemente a diminuição do número de posts por aqui. Ainda estou aprendendo a organizar meu tempo livre com a rotina da faculdade e em breve trabalho com a rotina do blog então tenho alguns deslizes.

Enfim, nesse post vou falar sobre os acontecimentos mais importantes da minha semana e as melhores coisas que vi na internet esses dias.

  • Segunda: Terminei de ler Maze Runner – Correr ou Morrer, logo vou fazer uma resenha sobre o livro mas saibam logo que a história é incrível.
  • Terça: Fui ao cinema assistir Maze Runner e gostei da adaptação apesar de algumas mudanças.
  • Quarta: ”Trabalhei” num consultório de Oftalmologia que só atende idosos com a minha prima. Foi uma experiência bacana mas sair da zona Norte da cidade pra zona Sul é uma desgraça de longe.
  • Quinta: Passei quatro horas dentro de um ônibus perdida no Distrito Industrial e comecei a ir para a faculdade de carro sozinha (depois que a gente se perde por quatro horas num ônibus a coragem de dirigir sozinha surge do nada).
  • Sexta: Dia de fazer trabalhos da faculdade… Muitos trabalhos de uma vez, socorro

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beijos

Resenha: Se eu ficar

Gayle Forman, 224 páginas – Editora Novo Conceito, São Paulo, 2014.

se eu ficar capa

Meu primeiro contato com a história foi pelo trailer do filme. Não sei se foi devido a minha tpm enorme nesse dia mas comecei a chorar assistindo ao trailer e sabia que tinha que procurar mais sobre a história. Descobri que o filme era baseado em um livro e corri para lê-lo, mas isso só aconteceu de verdade essa semana. O livro conta a história de Mia, uma adolescente apaixonada pela música, por seu namorado Adam e principalmente por seus pais e seu irmãozinho Teddy.

Os pais de Mia são personagens incríveis, apaixonados pela música e muito carismáticos. O pai de Mia era um rockeiro punk, baterista de uma banda, a qual abandonou depois que teve o segundo filho e virou professor, mas o espírito de rockeiro dele continua presente, o que faz dele um personagem interessante e muito envolvente. A mãe de Mia também era uma rockeira punk que seguia a banda do pai de Mia e tinha um amor enorme pela música.

“She didn’t care that people called her a bitch. ‘It’s just another word for feminist,’ she told me with pride.”

Falando sobre a música, ela está tão presente no livro que é como se fosse um personagem secundário. Mia herdou de seus pais o amor pela música, mas ao invés de gostar de rock, ela se sentiu atraída pela música clássica e ficou apaixonada pelo violoncelo. Seus pais a apoiaram desde que essa paixão pelo instrumento se mostrou séria e Mia se tornou uma grande violoncelista, provavelmente sendo aceita em Julliard. A música também está presente no relacionamento de Mia, já que seu namorado Adam, é guitarrista e vocalista de uma banda em ascensão de Portland e foi a música que os juntou.

Num dia de neve, Mia e sua família decidem visitar uns amigos de carro e tudo muda em um instante quando um acidente acontece. Desnorteada, Mia se encontra no acidente vendo tudo como um espectador, ela vê seus pais sendo retirados dos destroços, o carro que a família estava destruído pelo impacto com o caminhão e o seu próprio corpo sendo resgatado e levado rapidamente para o hospital. Sem saber o que estava acontecendo, Mia se vê deitada numa UTI desacordada, sem conseguir falar com ninguém ou saber o que tinha acontecido com seu irmãozinho.

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Logo, Mia vê seus avós, tios e primos chegarem no hospital para visitá-la, vemos Kim e Adam tentar invadir a UTI para vê-la e finalmente Mia se depara com a realidade que sua família tinha morrido no acidente e ela está quase morta também, cabendo a ela a decisão de ficar e encarar a realidade assustadora de ter perdido a família ou ir embora sem dor ou choros e deixar Adam e seus avós.

Sou eu quem deve decidir. Agora sei.

E isso me aterroriza mais do que qualquer outra coisa  que aconteceu hoje.

E onde será que Adam está?

Durante a história, os capítulos são alternados com flashbacks da vida de Mia, como sua paixão pelo violoncelo aflorando junto com sua esperança de ir para Julliard, o seu relacionamento com Adam e seus momentos simples e engraçados com a sua família. Outro aspecto que me encantou no livro foram os personagens secundários, principalmente a enfermeira Ramirez e os avós de Mia, que não aparecem muito mas são espetaculares.

Vi muita gente reclamar da capa do livro ser igual ao pôster do filme mas eu adorei a capa e os detalhes das capas que lembram partituras de músicas. Minha única reclamação é com a edição do livro que parece ser meio desleixada, deixando períodos mal estruturados e algumas palavras erradas. Essa edição da Novo Conceito conta ainda com entrevistas bem interessantes com os atores do filme e um trecho da continuação do livro ”Para onde ela foi.”

Se eu ficar é um livro incrível que merece ser lido por todos pois ensina muito sobre o amor, sobre a importância da família e sobre as escolhas importantes que devemos tomar. O filme está em cartaz em quase todos os cinemas brasileiros, corre para assistir!

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7 filmes baseados em livros infanto-juvenis

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O que mais vemos nos cinemas hoje em dia são filmes baseados em best-sellers, principalmente destinados ao público jovem, na faixa de 9 à 20 anos. Dizer que filmes inspirados em sagas se tornaram uma febre mundial entre adolescentes que leem vorazmente esse tipo de literatura não é mais nem novidade. Ainda bem. Como sabemos, a maioria das crianças brasileiras não são incentivadas e não têm o hábito de ler, o que os torna adultos alfabetizados mas não letrados. Graças aos céus – e aos best-sellers – vemos um número cada vez maior de crianças e adolescentes que viram um filme no cinema e querem saber mais sobre ele, correndo assim para os livros. Eu comecei assim.

Para quem não tem o hábito de ler livros grossos e complexos, ler um livro infanto-juvenil é a melhor opção para começar. Incentivar as crianças a assistirem um filme baseado num livro e depois estimularem-na a ler a obra é o primeiro passo para fazer as gerações posteriores voltarem a ser letradas de verdade.

Coraline

Baseado no livro do Neil Gaiman,  Coraline Jones sem ter o que fazer na sua nova casa, encontra uma porta secreta que dá em uma outra versão da sua vida, a qual parece bem melhor do que a que ela leva do outro lado da porta. Empolgada com a sua outra vida, Coraline acaba voltando várias vezes até descobrir que há algo de errado com aquela vida alternativa. Foi o filme mais longo já feito em stop-motion e o primeiro stop-motion em 3D.

Harry Potter

Nem preciso dizer muito, certo? Acho que todos conhecem a história de Harry Potter, todas as suas aventuras e desafios. Quando Harry faz 11 anos de idade descobre que na verdade é um bruxo famoso por ter sobrevivido ao maior bruxo das trevas, tão temido que ninguém ousava dizer seu nome. Harry então deixa a casa dos seus tios – que não gostavam dele – e vai estudar na maior escola de magia do mundo bruxo, Hogwarts. Bem, o resto se você não sabe é melhor correr para procurar os livros e os filmes…

Jogos Vorazes

Jogos Vorazes é baseado na trilogia escrita por Suzanne Collins e conta a história de Katniss Everdeen, uma adolescente do Distrito 12 que acaba se voluntariando no lugar da irmã para lutar até a morte numa arena. Nisso, ela acaba se tornando um símbolo para uma revolução prestes a acontecer. Aproveitando a deixa, o novo filme da saga A Esperança – parte 1 será lançado em Novembro desse ano e seu primeiro trailer acaba de ser lançado. Assista aqui.

Desventuras em série

As desventuras começam quando os irmãos Klaus, Violet e Sunny recebem a notícia que seus pais morreram em um incêndio. Sem ter onde morar, os irmãos Baudelaire acabam ficando com o Conde Olaf, que é seu parente distante, horroroso e muito ambicioso, que deseja ficar com a fortuna das crianças sem medir as consequências. A série de livros (ao todo são 13 livros) foram escritos pelo autor Lemony Snicket (que até chega a aparecer sem ser notado em um dos livros) e o filme lançando em 2005 conta com nomes grandiosos no elenco como Jim Carrey, Meryl Streep e Emily Browning. O filme foi baseado nos três primeiros livros da série – Mau Começo, A sala dos Répteis e O lago das sanguessugas. Amo os livros dessa série, são histórias bobinhas e pequenas mas MUITO legais de ler.

As crônicas de Nárnia – O leão, a feiticeira e o guarda-roupa

Vou postar uma resenha sobre esse livro muito em breve, mas não podia deixar de falar sobre ele nessa lista. As crônicas de Nárnia – O leão, a feiticeira e o guarda-roupa foi o primeiro conto escrito pelo C.S. Lewis mas é o segundo em ordem cronológica no livro (leia a resenha do primeiro conto de As crônicas de Nárnia aqui). Os irmãos Pedro, Lúcia, Suzana e Edmundo passam a morar numa casa de campo enorme devido à Segunda Guerra Mundial, onde um professor misterioso e meio esquisito vive. Em uma brincadeira, eles acabam descobrindo um guarda-roupa mágico que os leva para outro mundo. Neste mundo – que logo descobrem se tratar de Nárnia – há uma profecia de que quando os dois filhos de Adão e as duas filhas de Eva voltarem para Nárnia, o domínio de Jadis terminaria.

O menino do pijama listrado

Não tem uma vez que eu assista esse filme e não derrame lágrimas com o final. Bruno é filho de um oficial nazista que assume um cargo importante em um campo de concentração, tendo assim que deixar Berlim e se mudar para as redondezas do campo, deixando Bruno sem ter com quem brincar. O menino, entediado em sua casa e sem ter ninguém para brincar, decide explorar o local e conhece Shmuel, um garoto da sua idade que mora do outro lado da cerca e usa um pijama listrado. A amizade entre os dois cresce e, com isso o perigo. É uma história incrível, que retrata os horrores da Segunda Guerra pelos olhos de uma criança e tanto o livro como o filme merecem ser apreciados.

O diário da Princesa

Mia era uma adolescente de 15 anos que mora com a mãe em Manhattan e tinha uma vida normal até que descobre que seu pai era príncipe de Genóvia, um pequeno país da Europa. Logo, ela conhece sua avó paterna que nunca tinha ouvido falar mas que é uma Rainha e está decidida a transformar Mia em uma princesa. Entretanto, Mia fica balançada em ser apenas uma garota normal de Manhattan ou se mudar para Genóvia para ser uma futura Rainha. A história conta com dez livros e dois spin-off (é essa a palavra?) escrito pela maravilhosa Meg Cabot e dois filmes lançados para o cinema, tendo a atriz Anne Hathaway interpretando a Princesa Mia.

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Das cartas que eu nunca te escrevi

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Meu amor, o que houve entre nós? Costumávamos ser tão felizes como qualquer casal apaixonado, cheio de risinhos, olhares e mãos-bobas, sem falar nos beijos… Como eu amo beijar você, com esse seu jeito de quem não tem nada a dizer, mas que demonstra muito ao sorrir depois de um beijo longo que me fazia arder como o sol no verão.

Meu amor, o que aconteceu? Você não mais segura a minha mão, entrelaçando nossos dedos, me dando a sensação de que foram feitos para estarem ali. Onde foram parar as nossas gargalhadas solitárias enquanto passávamos horas deitados na sua cama, minha cabeça encaixada perfeitamente no seu ombro, quase adormecendo enquanto você fazia carinho no meu corpo?

Meu amor, porque você mudou? Por que não conversamos mais por horas a fio, falando sobre tudo e sobre nada ao mesmo tempo, às vezes adormecendo no meio da conversa? Você dizia tantas coisas bonitas para mim e eu só podia pensar ”É ele, têm que ser ele”.

Meu amor, para onde você vai? Não consigo imaginar como vai ser quando você não mais estiver aqui. Quem vai te abraçar quando você estiver triste e segurar a sua mão quando estiver com problemas? Queria pedir para você ficar, implorar até, mas sei que nada do que eu fizesse poderia fazer você feliz comigo novamente. Então vai. Pode ir. Vai. Eu continuarei aqui, só mais um pouquinho, tentando entender o que deu errado e esperando você voltar. Só um pouquinho. Não demore meu amor, ou sou eu quem vai embora e aí… Bem, aí nada mais.

Para meu amor

que não foi embora,

mas vai

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Resenha: As crônicas de Nárnia – O sobrinho do Mago

C.S. Lewis, 98 páginas, volume único – Editora WMF Martins Fontes, São Paulo, 2009.

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Desde que conheci o mundo de Nárnia pelos filmes tive vontade de ler os livros, até tentei ler em pdf uns 4 anos atrás mas não cheguei a terminar nem a primeira crônica, a qual agora falarei sobre. Percebo agora que apesar de ser uma obra infantil, só conseguiria entender a analogia das crônicas agora. O Sobrinho do Mago é o início das histórias sobre Nárnia – apesar de não ter sido o primeiro conto escrito – e mostra a criação do mundo de Nárnia a partir do nada. Tudo começa quando Polly e Digory brincando de explorar vão parar na sala proibida do tio de Digory, o Senhor André, que se mostra muito interessado em utilizar as crianças no seu experimento.

Polly, ao ser persuadida por Sr. André a pegar no anel amarelo, desaparece, deixando Digory estupefato e bastante irritado com seu tio, que a mandou para sabe-Deus-onde sem ter como voltar. O menino então precisa ir atrás de Polly (sem saber se ela ainda estaria em algum lugar por aí) e trazê-la de volta usando os anéis verdes que seu tio criou.

Digory então encontra Polly num bosque cheio de lagos que iriam parar em mundos diferentes. No primeiro mundo que visitaram, acabaram libertando a Rainha Jadis (que nas próximas crônicas conheceremos-a como Feiticeira Branca) e por acidente acabam trazendo-a para nosso mundo, causando bastante confusão antes deles conseguirem levá-la de volta para o bosque entre mundos. Entrando em outro mundo, eles se veem num lugar escuro onde nada existia.

E, de fato, parecia mesmo Nada. Não havia uma única estrela. Era tão escuro que não se enxergavam; tanto fazia ficar de olhos abertos ou fechados. Sob seus pés havia uma coisa fria e plana, que podia ser o chão, mas que não era relva nem madeira. O ar era seco e frio e não havia vento.

Logo, uma canção começou a soar e eles avistaram um Leão, que cantava e tudo ao seu redor ia surgindo, desde estrelas até os pequenos animais, isto foi a criação de Nárnia. A analogia desse conto com o livro de Gênesis é bem perceptivo, já existem diversos estudos acadêmicos que falam sobre isso e é uma forma das crianças entenderem a história da criação de forma simples e objetiva.

A escrita do conto é bem simples e interessante, pois tem partes que o narrador começa a conversar com você, atributo que eu acho bem interessante em histórias infanto-juvenis. É uma conto bem curtinho mas que conta muito e nos introduz ao mundo de Nárnia a qual conhecemos.o sobrinho do mago

“A lembrança daquela bondade dourada retornava, dando-lhes a certeza de que tudo estava bem. E sabiam que podiam encontra-la ali perto, numa esquina ou atrás de uma porta.”

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Playlist para relaxar

Feriado finalmente está chegando (apesar de infelizmente ter caído num domingo), mas um feriado na sexta é sempre bem vindo, certo? Para aqueles que não vão trabalhar, viajar ou estudar que nem um condenado para a semana de provas (oi, eu) o melhor a se fazer nesse feriado é desacelerar das rotinas e relaxar com um bom livro e uma boa música.

Aproveitando que não tem muito o que falar nesse post, quero dizer-lhes umas coisas. Primeiro, essas últimas duas semanas foram difíceis de preparar posts graças aos muitos trabalhos que eu tive na faculdade, mas assim que acabar a semana de provas o ritmo aqui volta ao normal. Segundo, viram que eu risquei mais dois itens da lista 101 em 1001 ? Pois é, risquei os itens número 04. Tirar a CNH (uhu, sou uma blogueira habilitada) e o 65. Ir a um show, balada ou rave. Me sinto tão bem realizando essas coisas simples que acho que depois que essa lista terminar eu vou fazer mais duas hehe.

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