Resenha: As crônicas de Nárnia – O sobrinho do Mago

C.S. Lewis, 98 páginas, volume único – Editora WMF Martins Fontes, São Paulo, 2009.

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Desde que conheci o mundo de Nárnia pelos filmes tive vontade de ler os livros, até tentei ler em pdf uns 4 anos atrás mas não cheguei a terminar nem a primeira crônica, a qual agora falarei sobre. Percebo agora que apesar de ser uma obra infantil, só conseguiria entender a analogia das crônicas agora. O Sobrinho do Mago é o início das histórias sobre Nárnia – apesar de não ter sido o primeiro conto escrito – e mostra a criação do mundo de Nárnia a partir do nada. Tudo começa quando Polly e Digory brincando de explorar vão parar na sala proibida do tio de Digory, o Senhor André, que se mostra muito interessado em utilizar as crianças no seu experimento.

Polly, ao ser persuadida por Sr. André a pegar no anel amarelo, desaparece, deixando Digory estupefato e bastante irritado com seu tio, que a mandou para sabe-Deus-onde sem ter como voltar. O menino então precisa ir atrás de Polly (sem saber se ela ainda estaria em algum lugar por aí) e trazê-la de volta usando os anéis verdes que seu tio criou.

Digory então encontra Polly num bosque cheio de lagos que iriam parar em mundos diferentes. No primeiro mundo que visitaram, acabaram libertando a Rainha Jadis (que nas próximas crônicas conheceremos-a como Feiticeira Branca) e por acidente acabam trazendo-a para nosso mundo, causando bastante confusão antes deles conseguirem levá-la de volta para o bosque entre mundos. Entrando em outro mundo, eles se veem num lugar escuro onde nada existia.

E, de fato, parecia mesmo Nada. Não havia uma única estrela. Era tão escuro que não se enxergavam; tanto fazia ficar de olhos abertos ou fechados. Sob seus pés havia uma coisa fria e plana, que podia ser o chão, mas que não era relva nem madeira. O ar era seco e frio e não havia vento.

Logo, uma canção começou a soar e eles avistaram um Leão, que cantava e tudo ao seu redor ia surgindo, desde estrelas até os pequenos animais, isto foi a criação de Nárnia. A analogia desse conto com o livro de Gênesis é bem perceptivo, já existem diversos estudos acadêmicos que falam sobre isso e é uma forma das crianças entenderem a história da criação de forma simples e objetiva.

A escrita do conto é bem simples e interessante, pois tem partes que o narrador começa a conversar com você, atributo que eu acho bem interessante em histórias infanto-juvenis. É uma conto bem curtinho mas que conta muito e nos introduz ao mundo de Nárnia a qual conhecemos.o sobrinho do mago

“A lembrança daquela bondade dourada retornava, dando-lhes a certeza de que tudo estava bem. E sabiam que podiam encontra-la ali perto, numa esquina ou atrás de uma porta.”

Se alguma das fotos que ilustram o post for de sua autoria, entre em contato para eu dar os devidos créditos.
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8 comentários sobre “Resenha: As crônicas de Nárnia – O sobrinho do Mago

  1. Eu comecei a ler esse conto, não consegui terminar ainda, e cai na curiosidade e pedi um spoiler pra minha amiga, sou apaixonada pelos filmes das cronicas de narnia, mas não tenho muita vontade ler os livros

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  2. Essa resenha me veio em uma boa hora, estou lendo o box de as cronicas de narnia, ainda estou no primeiro livro, e estou quase enlouquecendo para chegar ao próximo, e o depois do próximo. e assim vai, logo mais não conseguirei viver hahahaha.

    Visite um novo mundo: escrito-noar.blogspot.com.br

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  3. Pingback: 7 filmes baseados em livros infanto-juvenis | Alice errada

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