Resenha: A engenharia do texto

Odenildo Sena, 216 páginas, 4ª edição – Editora Valer – Manaus, 2011.

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O livro ”A engenharia do texto” escrito pelo amazonense Odenildo Sena não é um manual com dicas a se seguir que o tornará um bom escritor. Pelo contrário, logo no início ele fala sobre a complexidade que é o ato de escrever e que apenas treinando arduamente se podem obter resultados satisfatórios. Além disso, ele desmitifica alguns mitos acerca do ato de escrever bem, tais como: ninguém nasce com o dom de escrever, não existem dicas sobre como escrever bem e quem lê muito não necessariamente escreve bem. A obra, dividida em quatro capítulos abordam o estudo da estrutura do paragrafo, sua composição interna – unidade, coesão e coerência -, a composição do texto e suas quatro formas de composição: a argumentativa, a dissertativa, a descritiva e a narrativa.IMG_5292              No primeiro capítulo estudamos o que é um parágrafo, desde a sua composição externa até a sua estrutura interna. Para começar a escrever, o primeiro passo é escolher e delimitar o tema proposto, filtrando-o para que o texto não se torne muito generalizado, além de garantir maior segurança na hora de escrever. Logo após, deve-se pensar nos pontos que serão abordados no parágrafo, ou seja, estabelecer um objetivo que guiará o autor na criação do texto, não permitindo assim que se fuja do tema.Sabendo as estruturas do parágrafo, podemos seguir para a criação do texto. Um texto é formado por um começo, um meio e um fim. O livro aborda vários exemplos de textos, o que exemplifica a mensagem que o autor quis passar. É um livro super interessante, principalmente para aqueles que gostam de escrever.   IMG_5290

O mais legal é que o Odenildo Sena foi professor de Letras da UFAM e colocou vários textos dos seus alunos no livro. A linguagem dele é padrão, ou seja, não precisa ler com um dicionário ao lado, é de fácil entendimento e serve desde amantes da escrita à professores Universitários.

DIY: Adesivos de parede

Quando estou de férias passo o dia todo a toa no quarto e depois de uma ou duas semanas eu canso de tudo, desde o lugar da tv até das caixas abandonadas em cima do guarda-roupa. Há meses estou querendo reformar meu quarto (é até uma das metas da lista 101 em 1001), mas a falta de grana não colaborou com meus desejos (fuen). Mesmo muito triste por não ter dinheiro para comprar objetos de decoração (que geralmente custam o olho da cara), saí em busca do que fazer para decorar o quarto sem gastar muito. Esse é o primeiro post de dois ou três posts sobre a decoração do meu quarto, pois depois de procurar muito no Pinterest, tive algumas ideias.

Sem mais delongas, no post de hoje vou ensinar a fazer adesivos de paredes que custam menos de 10 reais e são bem fáceis de fazer (menos para mim que não consigo recortar nada certo). Para isso, vamos precisar de:

  • Papel contact preto (comprei a folha de 1m por R$ 3,00)
  • Moldes dos desenhos (encontrei todos no Pinterest)
  • Tesoura
  • Lápis, caneta, pincel, carvão… (algo que desenhe)

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  1. Primeiramente, imprima os moldes com os desenhos que você quer e recorte certinho. Para o molde não ficar tão molenga você pode primeiro desenhá-lo em uma cartolina ou papel cartão e depois recortar e usar o desenho mais durinho. Mas se você não tiver paciência para isso, faça na folha A4 mesmo.
  2. Em seguida, desenhe o molde com o desenho no verso do papel contact e recorte certinho.
  3. Por fim, cole com cuidado na parede, nos móveis ou em qualquer outro lugar. Para o adesivo fixar bem, escolha locais lisos e comece a colar de cima para baixo.

Molde usado: moldes de desenhos para pintar parede 6

Simples de fazer, né? E olha como fica legal na parede:

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Gostou do post? Me diga nos comentários. Tem algo que quer ver no blog? Me diga no twitter ou no instagram que eu responderei o mais rápido possível. Beijos.

Resenha: Para onde ela foi

Gayle Forman, 239 páginas. Editora Novo Conceito, São Paulo – 2014.

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Para onde ela foi é a continuação do best-seller Se eu ficar, o qual já foi resenhado aqui no blog. A história conta sobre o que aconteceu depois do acidente que matou a família de Mia pelo ponto de vista do Adam, o seu namorado. Antes de começar o livro não tinha gostado muito da mudança de ponto de vista por que isso me lembra o livro não lançado da saga Crepúsculo, que era escrito pelo ponto de vista do Edward e tudo o mais e… não rolou. Mas passando o preconceito inicial, foi bem interessante conhecer a mente de outro personagem que viu de fora tudo o que aconteceu no primeiro livro e acompanhar a nova história de amor deles.

A história se passa três anos depois que Mia acordou. Adam nos conta de forma bem dolorida sobre a recuperação dela e como apenas a música conseguiu fazê-la melhorar. Depois que Mia foi pra Juilliard e deixou Adam para trás, o garoto descontou toda a sua frustração na música. Resultado: A Shooting Star virou a banda mais famosa dos Estados Unidos, ganhando muitos prêmios e sendo reconhecida mundialmente.

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Adam agora vivia como uma celebridade, era atacado por fãs e paparazzis, frequentava eventos importantes, tinha uma mansão em Los Angeles onde vivia com a sua namorada Bryn, que também era uma celebridade e tinha uma vida extremamente fútil e superficial. Enquanto isso, em Nova Yorque Mia se tornava um prodígio da música clássica, sendo igualmente reconhecida no seu ramo.

O destino finalmente os cruza em uma noite em Nova Yorque. Adam, que estava meio descontrolado devido a pressão de ser uma celebridade, acaba andando em círculos pela cidade até topar com o letreiro do teatro Carnegie Hall reluzindo que haveria um concerto dela naquela noite. Hesitante, ele acaba assistindo-a. A história acontece em apenas uma noite, intercalando o presente com flashes do passado, tornando a história triste por causa dos acontecimentos passados e esperançosa pela ideia que todos poderiam recomeçar. A leitura é mais leve que o primeiro volume portanto flui mais facilmente. As páginas são amarelas, o que eu gosto porque não cansa muito a vista e tem notas musicais enfeitando as páginas da mesma forma que o primeiro livro. Acho interessante ressaltar também a atenção que a autora teve em escrever letras de músicas para a Shooting Star e colocar seus trechos no início de cada capítulo.

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Meu primeiro impulso não é agarrá-la, beijá-la ou gritar com ela. Só quero tocar seu rosto, ainda corado pela performance de hoje. Quero diminuir o espaço que nos separa, medido em passos – não em quilômetros, não em continentes, não em anos -, e colocar meus dedos calejados no seu rosto… Mas não posso tocá-la. Esse é um privilégio que não existe mais.