Resenha: A Herdeira

Kiera Cass, São Paulo, Editora Seguinte, 391 páginas – 2015A herdeira

Sinopse: Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, a filha mais velha do casal. Criada para ser uma líder forte e independente, ela nunca quis viver um conto de fadas como o de seus pais. Por isso, antes de conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, a jovem está totalmente descrente. Mas, assim que a competição começa, a situação muda de figura, e Eadlyn percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto imaginava.

A herdeira se passa vinte anos depois do final de A Escolha e agora o casal de conto de fadas Maxon e America se tornam os coadjuvantes da história. No começo é difícil aceitar que os dois estão velhos, cheios de filhos, problemas e que mesmo tentando ser os melhores governantes que Illéa teve, eles estão encontrando muita dificuldade. Mais difícil ainda devido a protagonista Eadlyn, filha mais velha do casal e herdeira de acordo com as novas leis ser uma garota mimada, egoísta e irritante. Mas vamos relevar, Eadlyn nasceu com a responsabilidade de ser a Rainha, cresceu tendo que aprender sobre tudo e mais um pouco já sabendo o que viria no futuro enquanto seus irmãos não tinham que se preocupar muito com isso. Qualquer pessoa se tornaria um saco com esse peso nos ombros. Devido a isso, ela cresce sendo uma princesa dura, inteligente, independente e sem vontade alguma de se casar.

Voltando a falar do nosso casal 10, America e Maxon quando assumiram o trono aboliram o sistema de castas para acabar com o preconceito que existia nas pessoas. Por algum tempo isso deu esperança à população mas não adiantou. Mesmo vinte anos depois, o preconceito e a segregação entre castas continuava implicitamente. Revoltosos, o povo começava a se rebelar e enfrentar a família Real. Diante disso, para acalmar os nervos da população e distraí-los enquanto se pensava numa solução, a saída que encontram foi: Fazer outra Seleção.

Para quem achava que America e Maxon iam cumprir a palavra e não fazer outra Seleção: vocês estavam errados. Para não repetir o que aconteceu em A Seleção, colocaram a nada carismática Eadlyn para escolher seu futuro Rei. Assim, trinta e cinco homens escolhidos aleatoriamente vão para o castelo cortejar a princesa. Eadlyn, sem carisma nenhum tenta se livrar de todos os Selecionados para não precisar dividir o trono mas acaba reconsiderando em protelar ao máximo a Seleção para ajudar a família.AHERDEIRA

Outra coisa que me incomodou tanto nessa história quanto nas outras é que a Kiera apresenta um problema social e esquece ele pelo resto da história. Vinte anos atrás, os rebeldes simplesmente eram citados ou apareciam esporadicamente apenas pros leitores não esquecerem que havia algo ameaçando a realeza. Nesse livro foi a mesma coisa, no início tiveram alguns pequenos incidentes apenas para nos convencer que a Seleção era a solução e depois isso some da história. Mas para salvar a história, os Selecionados entraram em campo. Eadlyn ao conviver com eles, amolece mais o seu coração de gelo e até tenta se aproximar de alguns. Claro que trinta e cinco homens são bem diferentes e menos barulhentos e fofoqueiros que trinca e cinco mulheres mas eles tornam a história bem mais fácil e alegre de ler. Não tem como identificar quem a princesa vai escolher ou mesmo se ela vai escolher alguém, mas as opções são bem interessantes. Não há um romance fofinho como o da America e do Maxon mas depois que você se acostuma com isso, fica mais fácil entender a história.

Por fim, a história é legal, a leitura segue o mesmo padrão dos outros livros: simples, de fácil entendimento e flui tão suavemente que você só percebe que o livro acabou porque não tem mais o que ler.Aherdeira2

Novidades sobre a série 

Vai ter filme! Depois de toneladas de rumores sobre a adaptação de A Seleção para a televisão, a Warner Bros finalmente nos tirou do ”Será?”. O time que temos confirmados até agora são os produtores Denise DiNovi (Edward mãos de tesoura) e Alison Greenspan (Se eu ficar) e Pouya Shahbazian (Divergente), além de Katie Lovejoy como roteirista. Ainda é cedo pra dizer se a  adaptação vai realmente acontecer mas o primeiro passo foi dado.

Para ler a resenha do livro A Escolha, clique aqui.

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8 comentários sobre “Resenha: A Herdeira

  1. Li os três primeiros livros e são uns dos meus favoritos ❤ sou apaixonada pela história, preciso ler A Herdeira ainda, li muitas criticas negativas exatamente sobre o que você falou, a Eadlyn ser mimada, muito egoísta e irritante demais, bem diferente dos pais, o que também é meio triste sobre o livro é a America e o Maxon não serem mais os principais, sou apaixonada por esses dois, OTP SUPREMO! Mas vou dar uma chance pra Eadlyn, só preciso comprar o livro logo hahah

    http://sublimecapital.blogspot.com.br/

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