O amor existe?

Uma reflexão não romântica para o dia dos namorados.

Fonte: We heart it

Hoje eu percebi como o amor é relativo. Conversando com um colega de trabalho, ele me disse a seguinte frase: ”Eu amo a minha namorada. Ela é perfeita para mim e eu fico meio assim de trair ela… Mas tem que variar né.” Ué, mas eu achava que amar alguém de um jeito romântico era só ter olhos para uma pessoa. Era se apaixonar todos os dias pela mesma pessoa. Sorrir que nem bobo. Beijar em câmera lenta com o pôr do sol como plano de fundo. Será que isso é apenas coisa de filme?

Não obstante, ele lança mais uma: ”Não tem como evitar, todo homem faz isso”. Fiquei logo paranóica. Será que todo homem fazia mesmo isso? Enganava, mentia, traia e transformava o amor em um sentimento repleto de ilusão? Então não havia saída, se me apaixonasse só teria duas opções: ser enganada ou ficar magoada quando descobrisse tudo? O amor não parece ser tão bom assim quando se vê desse ângulo.
De que adianta amar de mentira? Amar pela metade? Amar e continuar procurando em outros o que você já encontrou? Isso não é amor, é um sentimento distorcido da ideia que se tem de amor. Ou é apenas carência. Querer estar com várias mas ter um ”amor fixo” para os momentos de solidão. Não dá pra acreditar.
O amor existe. Basta acreditar. Basta procurar. Amar não é mentir, enganar, trair. Não é só sexo. É falar a verdade por mais dura que seja. Cometer erros que possam ser concertados. É estar ao lado nos momentos bons e ruins. É sorrir depois de um beijo, mesmo que não seja em câmera lenta. Mesmo que não tenha pôr do sol. Mesmo que o diretor não grite ”Corta” para refazer a cena. Não é algo dos filmes. É algo real. Pode estar distorcido, falsificado e meio errado para algumas pessoas mas ele está lá. Em algum lugar.
                                                                                                                                                     O amor existe.

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Não é preciso dizer adeus

150. Descreva um momento guardado em sua mente em detalhes, e escreva o motivo de lembrar-se dele.

Suppose I never ever met you
Suppose we never fell in love
Suppose I never ever let you
Kiss me so sweet
And so so-o-o-o-oft”

(Fidelity – Regina Spektor)

Você dizia sempre: Está é a última vez, apenas uma despedida. E eu, o bobo apaixonado aceitava suas decisões sem contestar. Mas eu sabia, assim como sabia o quanto era errado o que fazíamos, que não seria a última vez. Estávamos presos no ciclo vicioso de algo que nunca daria certo. Eu e você. Afastei o pensamento triste da minha mente com um suspiro baixo e coloquei seu cabelo para trás da orelha. Seus olhos claros seguiram minha mão até se fechar em sua nuca quente. Você sorriu de maneira tímida da mesma forma que sempre sorria quando estávamos assim, conectados. Logo seu rosto ficaria tão corado que era possível perceber mesmo no escuro. Eu não estava preparado para perder esses momentos.

Sorri quando você mordeu os lábios, esperando por mim. Você nunca viria para meus braços sem que eu a puxasse, nunca seguraria minha mão em público. Mas era impossível resistir aos simples gestos quase imperceptíveis que você fazia para eu me aproximar. Encostei nossos lábios com delicadeza, alongando o momento, puxando-a para mais perto de mim. Estava a beira de implorar para que você não fosse embora, pois na minha cabeça, você era minha. Mas a realidade era diferente. Você nunca seria minha, não é mesmo? E você sabia disso desde o começo. Você me alertou e eu não pude dar ouvidos. Você só pertencia a si mesma.

Puxei-a para mais perto de mim e seus braços envolveram meus ombros em um abraço. Como era possível você ser tão meiga e tão dura ao mesmo tempo? Senti seus seios subirem e descerem acompanhando a sua respiração acelerada. – Esta é a última vez. – Você repetiu no meu ouvido e afastou o rosto o suficiente para alcançar meus lábios por um último segundo. – Boa noite. – Você disse se afastando enquanto eu tentava em vão segurá-la um momento mais. Você não olhou para trás nenhuma vez. E diferentemente do que eu esperava, esta foi mesmo a última vez.

Obs: Texto fictício.

Projeto: 642 coisas sobre as quais escrever

Oi galera! O post de hoje é sobre um projeto novo sobre escrita que eu tinha começado a um tempão mas acabei deixando pra lá. O projeto 642 coisas sobre as quais escrever foi criado pela Bruna Morgan e mais detalhes e exemplos estão disponível no grupo do facebook. A lista completa (porém não completa) está disponível aqui. Gostei muito desse projeto porque é uma forma de me dedicar mais a escrita de forma simples e tratando de temas os quais podem ser desafiadores ou muito simples de se escreverem. Explorar a criatividade e se divertir é fundamental. Vou escolher os temas de forma aleatória mas hoje resolvi começar pelo número 1. Espero que gostem.

1. Descreva a sua aparência física (na terceira pessoa), como se você fosse uma personagem de livro.  DSC_0143

           Sentada na ponta da cadeira como se estivesse prestes a sair correndo, a garota lia  o livro desatenta, vez ou outra levantando os olhos para observar as pessoas que  passavam, como se estivesse a espera de alguém. Tinha os cabelos pretos clareados nas    pontas, uma franja grande que vez ou outra caia por cima dos olhos cobertos por  delineador que se emolduravam nas sobrancelhas grossas. Seu nariz era tão pequeno  que as bochechas pareciam prestes a engoli-lo e sua boca era apenas uma linha fina que  inesperadamente se abriu num sorriso bonito com covinhas. Ela guardou o livro numa  bolsa pequena e levantou euforicamente. Se vestia de forma simples: jeans, camisa e  sapatilhas. Era uma garota pequena, por volta dos 1,60 metros. Começou a ir embora  ainda com o fantasma de um sorriso nos lábios, andava meio desengonçada, quase  como se estivesse prestes a sair saltitando por aí. Não se destacava na multidão com a sua beleza comum mas não parecia ligar para isso naquele momento. Era apenas uma garota comum.

Obs: A foto usada é apenas para ilustrar e não condiz com o texto. Foi tirada pela Giselle Lopes.

Essa foi uma descrição um pouco realista e um pouco literária demais sobre mim, espero que tenham gostado. Já conheciam o projeto? O que acharam? Me contem nos comentários.