Resenha: Cidades de Papel

John Green, 361 páginas, Rio de Janeiro – 2013. Editora Intrínseca. Título Original: Paper Towns

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Margo sempre adorou um mistério. E, com tudo o que aconteceu depois, nunca consegui deixar de pensar que ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um.

Este é o terceiro livro do John Green que eu leio e novamente sua estória me encantou tanto quanto as outras. Desta vez, nosso protagonista é Quentin Jacobsen, um garoto relativamente normal (o mais normal que um adolescente possa ser), que está cursando o último ano do Ensino Médio na cidade da Flórida e era vizinho de Margo Roth Spiegelman, o que ele considera como um milagre.

A estória começa quando Quentin e Margo ainda crianças encontram um cara morto ao pé de uma árvore. Margo achava que ele tinha se matado porque os fios de sua cabeça haviam arrebentado. Os dois crescem e seguem caminhos diferentes mas não esquecem do homem morto.

Tudo corria perfeitamente normal na vida de Quentin até o dia 5 de Maio, quando ninguém menos que sua paixão platônica Margo Roth Spielgelman invade seu quarto convidando-o para uma aventura. Obviamente ele aceita e juntos eles cometem alguns delitos como invadir o SeaWorld, o prédio SunTrust e largar uns bagres pros amigos traidores de Margo.

No fim da noite Quentin tem certeza que aquele fora o melhor dia de sua vida. Com a sensação de que as coisas mudariam e teria Margo como uma grande amiga, Quentin descobre no dia seguinte que a garota desaparecera – como já tinha feito antes – mas diferente de quando fugiu com o circo, dessa vez parecia que ela não ia voltar. cidadesdepapel

É muito difícil ir embora – até você ir de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo.

Sempre que Margo fugia de casa, deixava pistas para seus pais encontrarem-na, mas eles nunca entendiam. Dessa vez, Quentin tinha certeza que as pistas que ela deixara era pra ele encontra-la porém a cada vez mais parece que aquela fuga de Margo seria a última de sua vida. Pensando nisso, Quentin vai à procura das pistas e do mistério de Margo Roth Spielgelman.

Seguindo pistas e procurando por cidades de papel, Quentin foge da colação de grau com seus amigos Ben, Radar e Lacey procurando pela amiga perdida e encontrando uma grande aventura pela frente.

Com uma escrita leve e divertida, salpicada de diálogos engraçados e momentos de reflexão, Cidades de Papel é uma ótima leitura que nos ensina a olhar as pessoas como pessoas de verdade. Apesar do final previsível, a estória não te deixa entediado em momento algum e segue facilmente até o fim.

A cidade era de papel, mas as memórias, não. Todas as coisas que tinha feito ali, todo o amor, a pena, a compaixão, a violência e o desprezo estavam aflorando em mim.

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